lunes, 7 de junio de 2010

Cermava, Nimbus e Marcopolo


Cermava, Nimbus e Marcopolo
Es un aporte de nuestro nuevo colaborador del Brasil el Sr. Salomao Jacob Golandski.


O grupo possuía três fábricas, duas em Caxias do Sul (Marcopolo e Nimbus) e uma em Porto Alegre (Eliziário). A empresa fabricava os modelos Marcopolo II, Marcopolo III e Marcopolo II SE. A Nimbus era responsável pelos modelos San Remo, Haragana, Marcopolo Jr. e Veneza II, e a Eliziário ficava com a produção do Veneza II, com carroceria para ônibus urbano.
Em novembro de 1974, especialmente para atender às exigências do plano de vias expressas de Curitiba, PR, é projetado o Veneza Expresso, montado sobre chassi Cummins Uce. As comodidades começavam quando o passageiro entrava no ônibus, através de degrau colocado apenas a 35 cm do solo. As portas largas, de 1 metro, permitiam a passagem de duas pessoas ao mesmo tempo. E, ao contrário dos ônibus convencionais, o passageiro entrava pela porta dianteira e saía pela traseira, estrategicamente colocada entre os eixos dianteiros e traseiros. Como os bancos eram colocados longitudinalmente, o ônibus podia transportar até 90 passageiros (35 sentados e 55 em pé). Um sistema de controle impedia o veículo de se movimentar com as portas abertas. Dispunha também de equipamento de calefação, que garantia insuflação mínima de 28 m3 por minuto, com aquecimento mínimo de 10.000 Kcal/hora.
Em novembro de 1976, é lançado pela Nimbus (subsidiária da Marcopolo), a carroceria para ônibus urbano Haragano, montada sobre chassi Scania BR-116 e logo em seguida, a Nimbus e a Viação Canoense colocam no mercado um possante ônibus urbano, de três eixos, com capacidade máxima de 160 passageiros, carroceria Haragano, sobre chassi alongado e motor Mercedes-Benz, de 185 e 200 hp. A partir de 1° de outubro de 1977, fariam o percurso de Canoas a Porto Alegre.
Em 1986, a Marcopolo fabrica os seguintes modelos: Senior (executivo, turismo, urbano e escolar), montado sobre chassi Mercedes LO-608-D (microônibus) ; Torino (urbano), sobre chassi Mercedes-Benz, Volvo, Scania, Scania-articulado ou bi-articulado; Viaggio (rodoviário), sobre chassi Volvo ou Scania K -112, com adaptação para terceiro eixo; Paradiso GV 1450 E 1800 (rodoviário); Alegro G.V. (intermunicipal) ; Torino G.V. (piso-baixo, urbano), fabricado só para o Kuwait.
Em julho de 1986, é apresentado o maior ônibus brasileiro, na época, que recebeu da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul o prêmio "Distinção Indústria 86". Esse veículo, com quase quatro metros de altura, era do modelo Paradiso, sendo o primeiro ônibus brasileiro tipo High Deck (piso alto), destinado ao transporte de média e longa distância. Com 12,20 m de comprimento e 3,95 m de altura, ele transportaria 26 passageiros na versão leito e 52 na de bancos reclináveis. Seu tanque de combustível levava 500 litros e seu maleiro tinha 13 m3, podendo ter toaletes e sala de jogos. Era montado sobre chassi Scania K-112 ou Volvo B-58/E. Tinha também, como opcionais, videocassetes, fones de ouvido individuais, ar- condicionado dirigido e automaticamente controlado, TV poltronas em veludo, mesas para refeições, mesa para jogos, bar e estufa para alimentos.
No inicio de 1990, a Marcopolo encarroça um chassi John Deer, de fabricação norte-americana. O chassi foi até Caxias do Sul para receber a carroceria Marcopolo e voltou aos Estados Unidos. Em abril de 1992, são encarroçados cinco Paradiso, de 12 m de comprimento e 3,85 m de altura, sobre chassi B-10 da Volvo. Em 1993 é lançada uma carroceria batizada de Alegro, em substituição ao Torino. Depois, em março de 1994, a Marcopolo encarroça dois chassis Volvo B-10, com motor traseiro, produzido na Suécia. Os veículos foram exportados para o Oriente Médio.
Em 1994 é lançado na Expobus o novo ônibus com carroceria Paradiso GV-1450, low driver, sobre chassi K-113 TL da Scania, com quatro eixos, montado para uma empresa argentina. É lançado também o articulado 0-400-UPA da Mercedes-Benz. Em setembro de 1994, a Marcopolo lança o Torino GV, que seria produzido nas versões trólebus, articulado, biarticulado, ligeirinho (cinco portas), Low-entry e Low-floor. Segundo afirmação do diretor de exportação da Marcopolo, Valter C. Pinto, à revista Transporte Moderno de 9/10/94, o Torino GV seria o primeiro ônibus brasileiro a ser fabricado de acordo com as normas R-36 da comunidade européia.



FonteÔnibus: uma história do transporte coletivo e do desenvolvimento urbano no BrasilAutor Waldemar Corrêa StielSão Paulo: Comdesenho Estúdio e Editora, 2001
Recopilaçao: Salomao Jacob Golandski

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